Derito - Discernimento

terça-feira, fevereiro 22, 2011 0 comentários



Autor: Derito
Titulo: Discernimento
Duração: 68 min.
Data de Lançamento: 2006
Género: Pop, Kilapanga, Semba, Son, Kizomba, Sungura
Edição e Publicação:
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Faixas:

Disco 1 (Obrigado Angola)

1 Regreso a cubata
2 Obrigado, Angola
3 Mama África ya mumbundo
4 Moleque de rua
5 Nzambi ngó
6 Quitanda da vida
7 Ekelekse
8 Teu rumo
9 Barra do Kwanza
10 Ongeva

Disco 2 (Sobrou Para Mim)

1 Sobrou Para Mim
2 Saudade Que Não Tive
3 Sungura 2004
4 Ana Da Silva
5 Etu


Regresso à cubata – É uma homenagem à lavadeira do cantor, escrita antes de deixar Angola, em 1982. Catarina engomava, fumando um cigarro de marca “negrita”, com a ponta acesa no interior da boca. Hoje, Catarina caminha com o filho às costas, na condição de quitandeira, e recorda, nostálgica, a sua infância. O compositor dedica esta canção a todas as lavadeiras sofridas de Angola.
Obrigado, Angola – Doze anos depois de ter deixado Angola, Derito encontra, em 1994, uma destruição menor em relação a que esperava. Só não encontra as melodias dos velhos tempos, os amigos, o ambiente das praias e as acácias de Benguela, florindo. É uma canção que traduz a alegria do cantor pelo regresso.
Mamã África yá mumbundu – Foi o último tema composto para o disco, o mais bem conseguido, segundo a opinião de alguma crítica especializada. Ben Johnson era o canadiano, orgulho da nação, recordista mundial dos 100m livres, mas em menos de 24 horas, ao cair nas malhas do doping, passou a ser o jamaicano, a vergonha do atletismo mundial. É a natureza do mundo em que vivemos.
Moleque de Rua – Derito dedica esta canção aos meninos de rua, que eram a esperança do futuro de Angola, mas que, infelizmente, foram atirados pela vida para o comércio, vivendo na indigência, por força da situação que se arrasta.
Nzambi ngó – Esta canção, com melodia de André Mingas, fala da corrida pelo ter, em vez do ser, o que nos faz esquecer o mais importante, a adoração a Deus. Os homens insistem, mas ainda não repararam que, com ou sem dinheiro, a morte é o destino de todos, diz a canção.
Quitanda da vida – Com letra do poeta benguelense Góia, Derito regravou, numa segunda versão, este grande clássico da sua carreira. A versão original foi gravada no álbum “Álison”.
“Quitanda da vida”, um retrato poético do ambiente dos mercados, teve a participação de Manu Dibango, saxofone alto, Pedro Jóia, guitarra, e do contrabaixo de Yuri Daniel. 
Ekelekese – Este poema tem uma forte dimensão metafórica. Da autoria do escritor Raúl David, “Ekelekese” significa, gigante. Traduzido, o poema diz, mais ou menos, que se alguém nos menosprezar, diz-lhe que ao rei não se mede pela estatura. Contudo, tu, ave grande, com pena sem fim, és respeitada pela tua grandeza.
Teu rumo – É uma canção de amor em que o cantor defende o seu conceito, muito peculiar, de família, consubstanciado na salvaguarda dos valores que se vão perdendo. Por esta razão, o compositor reconhece que serviu de leme àquela que Deus colocou na sua vida, Derito chama-lhe “Strong woman”… 
Barra do Kwanza – Memória de um lugar paradisíaco, numa canção em que o compositor partilha a sua emoção textual com Tito Paris e Justino Delgado. “Barra do Kwanza”  tem a melodia de André Mingas.
Ongeja – Com poema de Raúl David, esta canção fala da saudade. A nostalgia de estarmos distantes da nossa mãe e dos nossos outros entes queridos.
Sobrou para mim – É uma canção de natureza autobiográfica, uma síntese da história do cantor, com o verso “voei, voei, voei…” até “à pétala que fechou a rosa do amor”, que é o seu caçula, Herbert, passando pela universidade, que foi trocada pela música.
Saudade que não tive – Este tema é dedicado a todos os saudosistas benguelenses, espalhados pelo mundo, que reclamavam uma canção sobre o passado de Benguela. 
Sungura 2004 – Se o dinheiro é a raiz de todos os males, o amor é a cura para todos os males. É uma canção que fala da importância do amor…
Ana da Silva – É o nome da mãe do cantor. Sobre esta canção, Derito diz o seguinte: “se virem por aí uma parteira negra, com cerca de 1.50m, cambaia, bonita, divertida, cujas mãos ajudaram a fazer vir ao mundo, jovens abaixo dos 45 anos de idade, ela é Ana da Silva, minha mãe!” 
Etu – É a história de um homem branco, muito estimado na região dos Nganguelas, que foi levado, para sempre, pelas correntes do rio. 
In Jornal de Angola

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